O levantamento
Coretos
O palco de quem não tem palco: a filarmónica ao domingo, a banda que veio da terra ao lado. Este é o levantamento dos que conhecemos, com as dúvidas incluídas.
Mapa dos coretos
Toque num coreto para o ver na lista. Um número junta coretos que, a esta distância, ficam uns por cima dos outros: tocar-lhe aproxima o mapa.
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O mapa precisa de JavaScript, que está desligado neste navegador. A lista a seguir tem os coretos todos, concelho a concelho.
27 coretos com localização conhecida no Médio Tejo; os 4 sem coordenadas estão só na lista.
- Confirmado
- Por confirmar
- Vários juntos
Mapa de OpenFreeMap e © OpenMapTiles, com dados dos contribuidores do OpenStreetMap.
Por agora não há eventos marcados em nenhum coreto. Se a sua banda, rancho ou filarmónica toca num, envie-nos as datas: um concerto num coreto entra na agenda como qualquer outro evento. Enviar um evento
Abrantes
Coreto de Alvega
União das freguesias de Alvega e Concavada · de 1981
No adro da Igreja de São Pedro, na Praça da República. Construído em 1981.
Fotografia: GualdimG, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Coreto de Nossa Senhora do Tojo
União das freguesias de Aldeia do Mato e Souto · de 1956
No recinto do Santuário de Nossa Senhora do Tojo, na Quintã. Construído em 1956.
Coreto de Rio de Moinhos
Rio de Moinhos
De planta quadrada — que no concelho de Abrantes não se repete em mais nenhum. Dos primeiros anos do século XX, junto à Igreja Matriz.
Fotografia: GualdimG, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Coreto do Jardim do Castelo
União das freguesias de Abrantes e Alferrarede · de 1894
O primeiro coreto de Abrantes, de 1894: ferro sobre base de pedra, no jardim romântico que ocupa o antigo fosso do castelo. Era ali que se davam os concertos ao domingo.
Fotografia: Vitor Oliveira, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
Coreto do Rossio ao Sul do Tejo
Rossio ao Sul do Tejo · de 1915
Inaugurado a 20 de setembro de 1915, no Largo D. Joana Godinho Soares Mendes. O levantamento dos coretos do concelho, feito em 2008, dá-o como o mais bonito de Abrantes.
Coreto do Souto
União das freguesias de Aldeia do Mato e Souto
Na Praça Luís de Camões, ao lado da igreja. Base de alvenaria caiada em azul e branco, com janelas redondas gradeadas que dão luz ao piso fechado por baixo; guarda de cor terracota com friso recortado em triângulos, colunas azuis e telhado de telha com cata-vento. Sobe-se por uma escada interior.
Alcanena
Coreto de Minde
Minde
Base octogonal com painéis de azulejo que retratam os ofícios têxteis de Minde, colunas de ferro fundido e cobertura de oito águas rematada a lambrequim. No Largo Justino Guedes, em frente ao MARG. Inventariado no SIPA com o n.º 31124.
Fotografia: Threeohsix, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Entroncamento
Coreto do Jardim da Aranha
São João Baptista · de 1934
No Jardim-Parque Dr. José Pereira Caldas, aberto em 1934. Por baixo do coreto fica a estufa com a aranha de ferro no teto que dá a alcunha ao jardim, e uma fonte de água. A requalificação de 2012 manteve o coreto e a torre.
Mação
Coreto de Penhascoso
Penhascoso
No centro da aldeia, entre o património que o percurso pedestre PR9 «Rota do Penhascoso» assinala — as capelas, os fontanários, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto e a Torre do Relógio.
Ourém
Coreto de Espite
Espite
No adro da igreja de Espite, recordado pelos de lá como «um dos coretos da coleção».
Coreto de Fátima
Fátima
Na vila de Fátima, em frente à igreja paroquial — a dois quilómetros do santuário da Ortiga, e uma estrutura diferente da que o levantamento marcou junto ao santuário.
Coreto de Gondemaria
União das freguesias de Gondemaria e Olival
No Largo Frei Luís de Sousa, o largo principal da freguesia.
Coreto de Vilar dos Prazeres
Nossa Senhora das Misericórdias
Coreto de aldeia na freguesia sede do concelho, na Rua dos Castelos de Ourém.
Coreto do Cercal
União das freguesias de Matas e Cercal
Coreto de freguesia na Rua Nossa Senhora do Rosário.
Tomar
Coreto da Fonte de Dom João
União das freguesias de Serra e Junceira
Plataforma alta em alvenaria, com escadas laterais e um piso fechado por baixo, coberta por uma estrutura metálica de traço moderno — um coreto de meados do século XX, feito para uma banda e para um largo de festas.
Coreto da Serra
União das freguesias de Serra e Junceira
Coreto alto, amarelo e branco, com um piso inferior fechado e o palco em cima, telhado octogonal com pináculo, num largo de palmeiras e plátanos — o Adro da Serra.
Coreto da Várzea Pequena
União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais · de 1897
Inaugurado em 1897 e restaurado cem anos depois. É das melhores obras da arquitetura do ferro em Tomar, com dupla cobertura e lanternim — e é aqui, no Jardim da Várzea Pequena, que a câmara programa o «Verão no Coreto».
Fotografia: Threeohsix, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Coreto de Paialvo
Paialvo
No Largo do Coreto — o largo tem o nome dele, que é a prova toponímica mais forte que se pode ter.
Coreto do Poço Redondo
Olalhas
Coreto branco de planta octogonal, telhado com pináculo, assente numa base elevada com uma sala fechada por baixo e escada de acesso — ao lado da sede das festas do Poço Redondo, que continuam a fazer-se.
Torres Novas
Coreto da Chancelaria
Chancelaria
Cúpula circular em chapa, corpo branco com frisos amarelos sobre base cinzenta, no largo da igreja, com bancos e árvores à volta — o coreto clássico de freguesia, na sua forma mais reconhecível.
Coreto de Zibreira
Zibreira
Colunas azuis e cobertura vermelha com beirado rendilhado, sobre base branca com escadas, num relvado com bancos — o palco das filarmónicas nos dias de festa.
Vila Nova da Barquinha
Coreto do Jardim Ribeirinho
No Barquinha Parque, junto ao Largo 1.º de Dezembro e ao Centro Cultural. É do parque ribeirinho aberto em 2005 — não é um coreto oitocentista, e nem por isso é menos palco.
Por confirmar
Destes 9 coretos não temos confirmação: não sabemos se existem, se foram demolidos ou se lhes chamam outra coisa. Ficam à vista assim mesmo. Um levantamento que assume o que lhe falta vale mais do que um mapa que finge estar completo — e é assim que se completa, com quem passa por lá todos os dias.
Coreto da Várzea do Bispo
Ourém · União das freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais
Está marcado no OpenStreetMap junto à ER 356, na Freixianda. Falta quem confirme que lá está.
Coreto de Brasões
Tomar · Carregueiros
Está marcado no OpenStreetMap na Rua da Capela, junto à capela do lugar. Falta quem confirme que lá está.
Coreto de Casais de Revelhos
Abrantes · União das freguesias de Abrantes e Alferrarede
Está marcado no OpenStreetMap, na Rua da Escola. Falta quem confirme que lá está.
Coreto de Castelo Novo (Serra)
Tomar · União das freguesias de Serra e Junceira
Está marcado no OpenStreetMap no lugar de Castelo Novo, na freguesia da Serra, por fotografia aérea e sem mais nada que o sustente — é a indicação mais frágil deste levantamento. Castelo Novo da Serra, em Tomar; não o Castelo Novo do Fundão.
Coreto de Constância
Constância
Não encontrámos vestígio de um coreto em Constância — nem nos mapas colaborativos, nem nas fotografias livres, nem no sítio da câmara. Fica aqui a pergunta em aberto: há coreto em Constância?
Coreto de Nossa Senhora da Ortiga
Ourém · Fátima
Está marcado no OpenStreetMap a poucos metros do Santuário de Nossa Senhora da Ortiga, onde há festa no primeiro domingo de julho. A marcação foi feita por fotografia aérea e é a única indicação que temos. Não confundir com a Ortiga de Mação.
Coreto do Carril
Ferreira do Zêzere
Não encontrámos prova de um coreto no Carril. O lugar é conhecido pela música — foi ali que «A Portuguesa» teve, em 1890, a sua primeira orquestração, pela Filarmónica Carrilense —, mas fama musical não é coreto.
Coreto do Jardim Municipal
Torres Novas
O Jardim Municipal existe; um coreto nele não aparece em fonte nenhuma — nem nos mapas, nem nas fotografias livres, nem na ficha do próprio jardim. Se houver memória de um coreto antigo, falta quem no-lo diga.
Coreto do Sardoal
Sardoal
Não há vestígio de coreto fixo, mas há memória escrita: a imprensa regional de 1900–1920 fala do «coreto da música» nas festas do Espírito Santo e de um «vistoso coreto» erguido em frente ao palácio dos Mouras e Mendonças — coretos de festa, provavelmente palanques desmontáveis. A Filarmónica União Sardoalense, de 1862, é a mais antiga coletividade do concelho.
Porquê os coretos?
Porque dão nome a esta agenda e porque explicam o que ela quer ser: um palco no meio da terra, aberto, de quem lá vive. A história completa está aqui.
